Relatos do Japão – Por Ricardo Martins (Parte 1)

Que saudades do Japão! Agora que tem dois amigos meus por lá, ver as fotos e postagens deles no Facebook tem me dado cada vez mais vontade de voltar.

Um deles, o Ricardo, perguntou se eu não queria postar os relatos dele aqui no blog, e eu pensei “por que não?” – afinal, no Facebook um dia eles serão escondidos por milhares de outras postagens. Então, nos próximos posts teremos a presença ilustre de Ricardo Mochileiro (?) !!! Espero que curtam, especialmente aqueles que querem ir ao Japão por serem fãs de Visual Kei e J-rock em geral. Este primeiro post é do dia do show de 25 anos do Luna Sea, motivo principal pelo qual o Ricardo foi ao Japão. Lá vai…

luna sea 25th

“Eu ACHO que só hoje já zerei o Japão. Foi um dia muito foda porque eu finalmente vi o LUNA SEA.

Tem tanta coisa para falar que eu nem sei por onde começar.

Quando eu e o Felipe estávamos indo para o show, entrou no mesmo vagão que a gente um cara super VK com um instrumento nas costas. Fiquei olhando para ele e falei pro Felipe:

– Poxa, esse cara parece o Tadashi Hasegawa, baixista do Plastic Tree. Falo com ele ou não falo?

Acabei indo lá arranhar o meu japonês tosco com ele e SIM, ERA ELE!

Ele ficou todo feliz porque eu falei que era um fã do Brasil. Ele disse que eles já tentaram ir para o Brasil, mas que infelizmente não deu. Perguntou se eu tinha ido no show deles, mas falei que estava só há 3 dias aqui e que meu sonho é ir num show do Plastic Tree um dia. Pra quem me conhece, sabe que eu AMO Plastic Tree. Fiquei tremendo todo depois que conversei com ele. Até a japa que estava com ele riu da situação e ele me deu tchau quando desci. DETALHE: pouco antes, eu e o Felipe estávamos conversando sobre onde os artistas do Japão moram. Sincronicidade é pouco.

Chegando no local do show, tinham vários cosplayers da banda, muitas gerações de fãs diferentes. É legal ver as japas mais velhas que eram fãs de Visual Kei nos anos 90 com visual. Eu filmei isso, então vocês vão poder ver em algum momento.

Depois, o tão foda e caralhudo show do LUNA SEA. Eu tava tão feliz e tão atento prestando atenção que só chorei em duas músicas, mas fiquei feliz pra caralho.

No SE, mostraram fotos de todos os anos e nos anos que eles estiveram parados e não teve fotos, o público riu. Depois tocou um SE diferente do habitual, era alguma música ocidental e eles abriram o show com ANTHEM OF LIGHT, depois veio TONIGHT (a ordem aqui tá toda fudida, não liguem), Rouge, Desire, Providence, Gravity (SIM!!!), The End of the Dream, True Blue, Deja Vu, TIME IS DEAD, Glowing, Metamorphosis (CARALHO, O SUGIZO É MUITO FODA FAZENDO O SOLO AO VIVO!!!!), I For You, Ran, Storm e terminou com ROSIER. A ordem está errada, mas eu vou lembrando aos poucos. O encore foi engraçado porque as japas cantavam HAPPY BIRTHDAY com uma pausa. Não sabia que aqui era assim e é… esquisito. No encore teve THOUGHTS e In My Dream. Depois terminou com WISH e eles foram embora. Teve mais um encore e o Ryuichi falou no microfone:

– Essa música eu dedico aos meus staffs e à todo mundo que acompanha a gente nesses 25 anos: MOTHER.

Sério, não podia ser mais épico. Terminaram de um jeito MUITO EMOCIONANTE, PQP. Cara, volto a falar: como o SUGIZO é foda.

luna sea band

Agora outra parte do porque zerar o Japão. Além do Tadashii Hasegawa, a gente estava sentado na arena, mas DO LADO de quem? Morrie do DEAD END e o Takuro do GLAY (que estava com a esposa gringa e loira). Acho que o Morrie é gayzão porque tem mor jeito, mas enfim, não parei de olhar pra eles. Eles estavam do lado da Noriko Shouji também, na área vip. Tinha umas crianças que deviam ser filhos dos caras do LUNA SEA.

Acho que estou esquecendo de falar alguma coisa, mas puta que pariu, valeu a pena pra caralho. Sentir as pessoas pulando nas músicas e o bumbo do Shinya é algo incrível. E os timbres?

Ah, e como eu sou chato e nem tudo é perfeito, vi que o INORAN ao vivo é meio ruim tocando guitarra e isso é chato. Ele errou THOUGHTS de um jeito esquisitaço e sei lá. Ele tava com um cabelo engraçado, com uma mecha pro lado. O Sugizo e o J, pqp, que presença de palco. Aliás, o J estava meio cheinho. Filmaram o show e passou ao vivo na TV FUJI, então daqui a pouco vocês vão assistir.

Agora o lance é tentar ir no show do lynch. no dia 31!”

Por Ricardo Martins, em 29/05/2014

(Parte 2 aqui)

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2 comentários em “Relatos do Japão – Por Ricardo Martins (Parte 1)

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