Tokyo Five Days: 3º dia

(Primeira Parte – Segunda Parte)

Finalmente, o grande dia! A primeira parada do dia foi o local do show, no Saitama Super Arena. As filas para comprar goodies de banda costumam ser enormes, então a idéia era encará-la primeiro, depois ir passear e voltar na hora do show (como tínhamos lugar marcado, não era preciso filas para entrar na Arena). 

A fila foi uma diversão à parte, com uma sopa de nacionalidades: a Aya (americana), a Doci (alemã), o Pierre (francês), eu e o Banshee (brasileiros). Era engraçado como chamávamos a atenção dos japas com nossas caras de gringo, e eu fiz questão de ir bem caracterizada de Brasil, com direito a camiseta, munhequeira e um lenço que eu acabei roubando do Banshee.

Goodies comprados, fomos passear. Passando pela estação de metrô, acabamos encontrando um desafio inesperado: tentar comprar uma bebida na máquina “nova”, uma máquina super tecnológica que parecia rir da nossa cara enquanto tentávamos descobrir como se usava (veja nosso sofrimento no vídeo).

No fim não conseguimos, então pegamos o metrô e fomos dar uma volta no Parque Ueno, onde acabamos encontrando uma espécie de festival de circo, com várias atrações por todo o parque.Foi lá também que vimos um templo que não era um templo – de longe parecia, mas na verdade era um painel que escondia as obras que estavam sendo feitas nele. Ali perto tinha uma representação da “Chama da Paz” que há em Hiroshima, uma tocha que fica acesa o ano inteiro, e só será apagado quando não houver mais armas nucleares na Terra. Em volta, muitos origamis de Tsurus, a garça, que também são depositadas no Parque da Paz em Hiroshima.

Nos embrenhamos em umas ruelas que lembravam a Uruguaiana, com camelôs que vendiam desde roupas e acessórios até frutas exóticas e frutos do mar. Até encontramos um templinho escondido por lá.

Depois fomos comer sushi, era obrigatório já que eu estava no Japão! E posso dizer que o último que provei de atum foi o sushi mais gostoso que já comi na minha vida.


De volta à estação de Saitama, antes de entrar na Arena passamos pela máquina maldita para a tão esperada revanche, e conseguimos! Confira no vídeo (parece que o problema era que antes as bebidas não estavam geladas, então a máquina estava bloqueando a compra. Muita tecnologia pro meu espírito gonçalense!).

E então, o show! Milhares de sentimentos se misturaram em mim. Eu pensei que na hora tudo pareceria irreal, mas foi ao contrário: era real! E eu nem preciso dizer que chorei demais. Principalmente no final, com a Aya me abraçando ao som de “Dear” e cantando “My close friend, you don’t cry…” (pra quem quiser, uma resenha mais completa com a set-list no blog da June).

Só a Aya mesmo ficou perto de mim durante o show, na segunda coluna da Arena, bem no meio. Era um ótimo lugar. A Doci ficou fileiras atrás de nós, o Banshee numa arquibancada do meio e o Pierre em uma das arquibancadas mais altas. Não pude evitar de abraçar todos ao nos encontrarmos lá fora, debaixo de chuva. É claro que foi inesquecível, e eu mal podia conter a minha excitação. Então nos juntamos e fomos queimar essa energia no karaokê, cantando só músicas do Siam Shade.

Me despedi deles de vez nesse dia, pois não os veria mais. Não dessa vez, mas espero muito poder ver de novo essas pessoas que compartilharam de um dos momentos mais intensos da minha vida. E tenho certeza que verei.
Encerro esse post com um dos vídeos do karaokê. E vamo que vamo, só faltam duas partes!

Continua…
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