Tokyo Five Days: 1º dia

Depois de meses de enorme preguiça (e trabalho e etc), tomei vergonha na cara para começar a escrever sobre a minha viagem ao Japão! Como eu já expliquei com detalhes neste post, eu meti a cara a tapa para ir à Tokyo ver o retorno da minha banda favorita, o Siam Shade. Por esse motivo eu acabei fazendo amizade com fãs de outros lugares do mundo que também estavam indo pro show, entre eles a Doci (Alemanha) e a Aya (US). Acabamos combinando de nos encontrarmos no aeroporto e passarmos o primeiro dia juntas (já que nos outros dias eu passearia com meu amigo e guia turístico favorito, o Banshee).

Cheguei ao aeroporto de Narita na quarta-feira do dia 19 de outubro de 2011, às 9 da manhã. Depois de uma filinha razoável na imigração, peguei um ônibus interno para o Terminal 1, onde eu encontraria a Aya e a Doci. A Aya já estava em Tokyo há alguns dias e iria nos buscar, já o vôo da Doci estava previsto para chegar umas 10 da manhã. Já passava das 11 quando eu comecei a entrar em desespero, andando por todo o saguão térreo, tentando decifrar os horários de vôo nos telões e pensando em como eu era maluca de marcar com duas estrangeiras que eu sequer tinha qualquer número de contato (marcamos o encontro pelo Facebook). Até que a Aya apareceu, explicando que a Doci tinha conseguido contatá-la antes de pegar o vôo, avisando que este atrasaria. Bem, menos mal, né? Um grande ufa, mais um pouco de espera e nós três estávamos prontas para pegar o trem para Tokyo. Não antes de usar pela primeira vez uma daquelas maravilhosas máquinas de bebida, nas quais eu mais tarde ficaria viciada.

Descemos em Asakusa para procurar o albergue da Doci, o que foi uma aventura à parte. Que tipo de pessoa não anota o endereço do lugar que vai se hospedar? Como ela só sabia que era perto da estação, o jeito foi perguntar nos arredores. Sorte nossa que a Aya falava um pouco de japonês e que os japoneses são extremamente simpáticos e solícitos. Uma menina numa loja de conveniência (onde eu comprei uma espécie de bolinho super fofo e picante que não faço idéia do que era) achou o endereço do hotel pela internet e eventualmente nós conseguimos chegar até ele (destaque para a velhinha marota que esbanjou inglês com a gente! “Where are you going?”). De qualquer forma o nosso tempo juntas foi bom para nos conhecermos melhor e rirmos bastante (ficávamos zoando o idioma uma da outra a maior parte do tempo).

Já era de tardinha e nós três estávamos morrendo de fome. A Aya conhecia um restaurante em Shinjuku e sugeriu que fôssemos pra lá. O único porém é que eu ainda estava de mala e cuia e SUPER cansada. O combinado com o Banshee (vulgo “Roberto”) era que eu ligaria pra ele à noite, pois ele ia ter que sair. Mas, como eu já não me aguentava em pé, liguei pra ele e pedi que me encontrasse em Shinjuku (vale ressaltar meu desespero em usar esses telefones públicos de enfiar moeda, você vê seu dinheiro indo embora no visor e não sabe se fala ou bota mais).

Ao encontrá-lo devidamente trajada com a minha camiseta do Flamengo (ele é vascaíno doente) e ter meu abraço recusado (ok, eu pedi por isso), ele fez um mapinha para eu chegar à casa dele. Sozinha! Sorte que as habilidades cartográficas dele eram maravilhosas (cof cof) e eu cheguei sem problemas.

O objetivo era recuperar as energias já que pegaríamos um ônibus noturno para Kyoto de madrugada. Mas o lindíssimo Banshee chegou em casa e, em vez de me acordar, foi dormir também! Conclusão: ele ignorou o despertador, acordou em cima da hora e perdemos o horário do ônibus. O jeito foi sair pra comer alguma coisa e colocar o papo em dia. A lojinha de conveniência 24h que tinha ali perto vendia uma espécie de sopa “customizada”: você escolhia o que queria num recipiente borbulhante e pagava por item. Com a minha sopa, um chá gelado e um Häagen Dazs de passas ao rum (acreditam que eu nunca tinha comido esse sorvete antes?) nos sentamos em um parquinho mal-assombradosimpático pra papear. Acho até que o rum fez efeito, pra eu ter tirado essa foto nos trilhos do trem depois.

De barriga cheia, o negócio agora era dormir, já que nossos planos para o dia seguinte mudaram: como Kyoto babou, iríamos para Nikko, cidade serrana ao norte de Tokyo. E eu estava ansiosíssima, já que não tinha visto muita coisa no primeiro dia.

 
(Mais fotos na Página do Facebook e mais vídeos no meu Canal do Youtube)
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2 comentários em “Tokyo Five Days: 1º dia

  1. Que massa muito legal você compartilhar com a gente ,dando pra nós uma pitadinha de Japão pra degustar ,thanks a lot for this awesome blog
    ,sou brasileiro e quero a muito tempo conhecer o Japão.

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