Lizie no Japão: como tudo começou!

Há quase um mês de volta ao Brasil e enrolando pra começar a documentar a saga, finalmente tomei coragem para começar a escrever! Bem, é o seguinte: desde 2006 eu ouço a banda japonesa de Hard Rock Siam Shade. Acontece que a banda já havia encerrado suas atividades em 2002, e à medida que eu me tornava mais fã mais triste eu ficava, por achar que nunca veria um show deles. Até que em maio desse ano, após a fatalidade dos terremotos que assolaram o Japão, a banda anunciou que retornaria suas atividades: primeiro em julho com um show de graça em Sendai, uma das áreas mais afetadas, para 2 mil pessoas e depois em outubro com um show beneficente no Saitama Arena, para 30 mil pessoas. Assim que eu vi o pronunciamento da banda, dei entrada no meu passaporte no mesmo dia! Era a minha chance, minha última chance de vê-los, e de quebra conhecer um país cuja cultura eu sempre admirei.

Daita, o guitarrista ❤

Os ingressos para o show começariam a ser vendidos em julho, e eu estava mantendo contato com um amigo brasileiro que mora no Japão. Ele ia comprar o meu mas não foi preciso, já que a banda abriu um sistema de vendas especial para estrangeiros. Foi meio louco que o ingresso foi a primeira coisa que eu comprei, antes mesmo de conseguir passagem ou visto. Eu estava preocupada pois precisava de alguém com um cartão internacional de limite alto para parcelar a passagem. Consegui o de um tio meu e tratei todos os pormenores da passagem com a agência de viagens Promotional. De início eu ia comprar direto pelo Decolar ou Submarino Viagens, mas um amigo do trabalho me sugeriu mandar e-mails para agências de viagem pedindo tarifas e etc. Foi a melhor coisa que eu fiz! O Cilmar, representante da Promotional, foi muito atencioso, acompanhou todo o processo e tirou todas as minhas dúvidas de mochileira de primeira viagem. Além disso ele conseguiu resolver o problema que deu com a British Airways, que não estava querendo aceitar o cartão do meu tio por não termos nenhum sobrenome em comum. Mas no final deu tudo certo e emitiram a minha passagem, então veio a saga do visto.

No site do Consulado Japonês tem a lista dos documentos necessários e formulários a serem preenchidos. Eu iria precisar de um comprovante de renda, que acabei pedindo para uma tia minha, junto com uma declaração dela dizendo que custearia a viagem e etc. Mas quando eu fui ao consulado, como eu tinha colocado o endereço do meu amigo como “referência no Japão”, a moça me sugeriu pedir a ele uma “Carta Convite”, assim eu tiraria o visto com objetivo de “Visita a amigo” em vez de “Turismo”. Ela disse que era mais garantido de o Cônsul aprovar o visto dessa forma, e foi o que eu fiz. E deu tudo certo! Paguei a taxinha de R$60 e o visto fica pronto em 2 dias.

Seus lindos!

E pra pagar isso tudo? Além do dinheiro do meu estágio, que eu usaria quase todo para pagar as parcelas da passagem, eu precisaria de dinheiro para as despesas da viagem. No início meus pais foram um pouco contra, mais por causa de dinheiro mesmo. Minha família não é rica nem nada, e uma viagem dessas demanda muita despesa. Mas eu falei que não queria que eles pagassem nada, e pedi que apenas confiassem em mim e me apoiassem. Foi aí que eu comecei a fazer uma rifa de um baú de chocolate, R$2 cada número – 550 números. Muitos amigos e inclusive a minha mãe me ajudaram a vender. Deu pra juntar um dinheirinho legal, fora o que eu já estava economizando ao longo dos meses, comendo de marmita, deixando de sair, deixando de comprar roupa e coisas pra mim… Tudo nessa vida exige renúncias e sacrifícios, se quisermos lutar por um objetivo. Nada é impossível com um pouco de força de vontade e Google! Pesquisei muito sobre tudo.

Torre de Tokyo, de tirar o fôlego!

Ah sim, quase esqueci de falar! Como não tem vôo direto do Brasil pro Japão, eu teria que fazer conexão em algum país. As passagens mais baratas são as que fazem escala nos Estados Unidos, mas para isso eu precisaria tirar um Visto de Trânsito. Além da burocracia e da taxa, eu não poderia nem sequer deixar o aeroporto para ver alguma coisa. Foi aí que decidi fazer conexão na Europa, em algum dos países que não exigem visto de trânsito. Eu estava entre as companias British Airwais e Alitalia, mas quando fui emitir a passagem o preço da Alitalia havia subido muito.
A decisão de passar um dia em Londres veio de última hora. Quando eu estava pra fechar a passagem com o Cilmar, por e-mail, vi que ia ter uma espera de 6 horas no Aeroporto de Heathrow para pegar meu vôo para Tokyo. Então perguntei pro Cilmar se tinha algum vôo mais tarde, e ele disse que só se eu pernoitasse e pegasse outro vôo no dia seguinte. E foi isso aí! Pra essa brincadeira a taxa de embarque aumentou de R$300 para R$500, porque eu teria que retirar a bagagem e despachar novamente no dia seguinte, mas com certeza valia o preço para conhecer Londres!

O Parlamento é sem dúvida a coisa mais linda de Londres!

E no fim deu tudo certo!! Passei um dia em Londres e cinco dias em Tokyo, e é claro que eu vou contar tudo nos mínimos detalhes nos próximos posts! Tentar na medida do possível dar dicas e etc. Eu ando muito influenciada pelas matérias da Viagem e Turismo que eu estou assinando! haha
E tenho certeza que essa foi apenas a primeira de muitas viagens ao redor do mundo! Alguém me segure!

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